Kilmore Jamoor

O Bardo do Gelo

Description:

Raça: Humano
Classe: Bardo e Bruxo do Inverno
Sexo: Masculino
Idade: 26 anos (morto e revivido)
Descrição física: 1,95 altura, Corpo esguio (mas bem torneado), cabelos brancos, lisos e curtos, olhos azuis-neve. Costuma usar camisa cinza ou branca, e um casaco longo azul com detalhes dourados e agora com partes de pêlos brancos (como um casaco de inverno).
Outra descrição: Tem um familiar arminho chamado Walter. É conhecido pelos membros da Guilda por ser um acumulador de livros, e frequentemente é consultado por eles caso queiram alguma informação sobre algo acadêmico. É dito como calmo, sorridente, sincero, o típico cara legal. Porém tende a ter umas crises de melancolia, aplacadas com um bom banho de água fria.

Link para Ficha no Drive:
https://drive.google.com/file/d/1gaaJn40R3Y7aL7UU8ms36OuqgTMGv0lX/view?usp=sharing

Bio:

Era uma noite fria de inverno, quando mais um “pacote” chegou na velha casa de Rafena Jamoor para crianças perdidas. O bebê humano, enrolado em panos grossos, tinha pele quase transparente e cabelos brancos, e dificilmente abria os olhos, como se incomodado pelas luzes da casa. Como não tinha nenhuma carta ou alguma notificação dizendo seu nome, foi batizado de Kilmore pelas outras crianças da casa, que, segundo um garoto das terras distantes élficas, chamado de Enek, significava “Cinzas de Metal” (Kilm vem de Kiln, forno de fundição, algumas vezes se referindo às cinzas da forja. Ore é um metal bruto), e, como todas as crianças da casa que não tinham um sobrenome, Ma-Rafena usou o seu próprio.
Cresceu tranquilo no orfanato, junto com outras cinquenta crianças de rua de maioria humana, que apareciam com “presentes” para a Ma-Rafena. Por sua aparência estranha, timidez e cabelos brancos, era visto com estranheza pelos outros, e não demorou muito pra que não fosse muito bem aceito nas brincadeiras. Para completar, Kilmore nunca se interessou muito pelas brigas de lama, preferindo a quietude de uma base de árvore, onde podia observar todo mundo.
Pela aparência e jeito esquivo, como se tivesse medo de se quebrar ou sujar, logo o apelidaram de ‘porcelana’, e isso só foi crescendo, até que um dos garotos mais velhos (e já veteranos na casa), Enek, impediu que piorasse mais. Sendo um garoto bom de briga e mal-encarado, Enek defendia Kilmore, enquanto este, sendo um garoto bondoso e inteligente, ensinava as coisas que talvez o elfo estivesse perdendo, já que o adolescente não entendia tão bem a língua comum. Se adotaram como irmãos e não se separaram desde então.
Kilmore desde muito cedo se interessou pela escrita, vendo os únicos dois livros da estante de Ma-Rafena. Como a velha senhora não sabia ler, eles ficavam guardados na estante sem uso, e Kilmore, curioso, pegava escondido para observar as figuras estranhas. Decidido a aprender o que era, procurou uma das poucas pessoas que conhecia algo a respeito: madame Shindler, uma Maga que vez por outra tomava café na padaria da esquina. Kilmore, com suas vestes surradas e aparência descuidada, quase foi jogado para fora da padaria, mas conseguiu chamar a atenção da maga, que depois revelou a ele de que os dois livros, um era um dicionário comum-élfico-comum, outro era um velho grimório de mago, maior parte dele em branco. Como só haviam alguns truques básicos, ela deixou que ele ficasse com o tomo. Quase ao mesmo tempo, madame Shindler disse que se ele estudasse muito e tivesse o potencial, poderia aprender o que tava escrito e fazer as magias. Kilmore ficou maravilhado, pois estava segurando um livro mágico, que podia ensinar magia a ele! Durante alguns anos, a ideia cresceu na mente do garoto, e o sonho de ser mago tinha acabado por se formar, e, ao descobrir que podia fazer um ou dois truques impossíveis com as mãos, só fez aumentar cada vez mais.
Durante a adolescência, Kilmore e Enek passaram um bom tempo juntando dinheiro, fazendo vários serviços diversos aqui e acolá, para que ele pudesse comprar os materiais e se inscrever na escola de magia de Korvosa. E Kilmore passava o tempo todo tentando aprender a ler, junto com Enek, que não sabia a escrita comum. Quando finalmente tinham arranjado dinheiro suficiente e tinham um pouco de conhecimento básico de como botar as ideias no papel, Kilmore então tentou se matricular na escola de magia. Enek não pôde participar deste momento, mas tudo bem, por que… a escola não permitiu sua entrada, mesmo com a insistência do garoto. Foi somente quando uma funcionária arrogante o expulsou a pontapés como um animal, com risos dos outros alunos ao redor, foi que Kilmore se deu conta de que era impossível para ele.
Desolado, e sem conseguir contar para Enek, que havia acabado de entrar no monastério, se escondeu numa árvore de uma praça vizinha, com o velho grimório na mão e a algibeira vazia, pois o dinheiro fora roubado ao ser jogado no chão e espalhado pela rua movimentada. Eles haviam se esforçado tanto para conseguí-lo, como iria devolver?
Foi aí que ele ouviu um assobio perto de onde estava, e quando parou para olhar, um gnomo com uns óculos estranhos na cabeça o observou.
Esse Gnomo se chamava Mitnik, e foi seguindo Mitnik, que Kilmore conheceu o Conservatório. Com uma voz bonita, e seu jeito inteligente, foi muito bem recebido pelos bardos. E logo adquiriu uma sede insaciável de conhecimento, aumentada apenas pelo seu interesse pela leitura. Com o dinheiro que ganhou como músico, ajudou Enek a pagar o que devia. Começou a colecionar livros como hobby, adquirindo cópias aqui e ali, algumas vezes até ‘pegando emprestado’ livros que ninguém mais usava ou se dava conta, outras vezes recebendo de presente dos colegas de aniversário, outras vezes copiando os livros na cara dura mesmo. Com o tempo, depois que completou vinte anos, adquirira uma casa pequena onde finalmente poderia armazenar aqueles tomos pesados que não valia a pena carregar. De vez em quando visitava Mitnik com ideias para o velho alquimista, e assim acabaram inventando um violão, uma espécie de violino diferente, maior, com um som mais profundo, temperado, simples e versátil, podendo ser tocado como um alaúde.

Entrou para a Guilda dos Sóbrios com 24 anos, e passou seis meses fazendo trabalhos pequenos, como entregar mensagens e burocracias, em troca de dinheiro e… livros, lógico. Até que, enquanto estava diboas na Guilda, viu um grupo de aventureiros composto por uma Gnoll, uma Dhampir, um garoto Sylph e um par de Catfolks.
E com eles, a vida dele mudou para sempre.
A começar por ter morrido nas garras de crias vampíricas (por culpa de Helene) e sido revivido pelos companheiros de Guilda, descobrir por Enek que ele ainda tem um pai (chamado Havok), que está vivo e que esteve sempre o observando (e Enek o odeia), encontrar uma velha amiga de Conservatório (Ivica) e praticamente casar com ela, e, no final desde último inverno, descobrir ser um bruxo do inverno, e este mesmo pai dele lhe entregar seu familiar, vindo de sua avó Erina (!!).

Kilmore Jamoor

Aldard in Golarion anatnasoicram AnerolSevla